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O nascimento do Ouro Verde Tênis Clube é uma história que exemplifica o espírito empreendedor e a determinação de um grupo de amigos na década de 80. Em uma manhã de domingo, em um bar próximo ao Hotel Cosini no centro da cidade de Paraíso, eles perceberam a necessidade de um espaço mais amplo de lazer, esportes e bailes na região.
“Vamos fazer um clube?”. Essa ideia de criar um clube ganhou força após um baile no tradicional Clube Paraisense, levando-os a decidir pela construção de algo com melhor infraestrutura e mais espaço. “Com determinação e confiança, eu e o Luiz Montaldi – em nome do grupo, começamos a arrecadar recursos entre amigos, conseguindo um milhão e oitocentos mil cruzeiros (moeda da época) para comprar o terreno e estabelecer a personalidade jurídica do Ouro Verde Tênis Clube”, recorda o comerciante Altino Araújo, um dos fundadores. A mesma recordação tem Francisco Rossi, o Chapa, integrante do grupo que arregaçou as mangas para fazer nascer o clube. A personalidade jurídica do clube foi criada em 21 de agosto de 1980.
A construção do clube, iniciada em 12 de janeiro de 1981, teve suas dificuldades, incluindo escassez de recursos financeiros, mas a dedicação, força de trabalho e o apoio da comuPioneiros do Ouro Verde brindam a aquisição da área para a construção do clube (1980) unidade prevaleceram. Em 5 de outubro de 1985, o Ouro Verde tornou-se uma realidade, concretizando o sonho que havia saído da mesa de um bar no coração da cidade.
“Começamos a construir com muita dificuldade, faltava dinheiro, alguns amigos pagavam prestação adiantada, como a Família Marinzeck, em nome do senhor Rodolfo, e isso nos ajudava muito”, lembra Altino, fazendo questão de destacar: “o Luiz Montaldi foi um monstro para trabalhar. Ele entregava o leite e oito horas da manhã eu entrava na caminhonete dele e íamos vender título, o que não foi fácil”.
O sucesso desse empreendimento é um testemunho da perseverança daqueles que estavam dispostos a transformar um sonho em algo tangível. O legado do Ouro Verde Tênis Clube é um tributo à união, amizade e determinação desses visionários que fizeram acontecer. A frase eternizada na entrada do clube, escrita por Olavo Borges, encapsula perfeitamente a jornada: “Uma ideia… uma simples ideia para a construção do ‘Ouro Verde Tênis Clube’, surgida de uma reunião de amigos à mesa de um bar, transforma-se hoje em realidade para todos que acreditaram em nós.”
Uma ideia… uma simples ideia para a construção do ‘Ouro Verde Tênis Clube’, surgida de uma reunião de amigos à mesa de um bar, transforma-se hoje em realidade para todos que acreditaram em nós.
– Olavo Borges
A escolha do nome para o clube que se tornaria um marco arquitetônico e um dos maiores do interior mineiro não foi tarefa simples. A comissão de fundadores seguiu um raciocínio sólido: o Brasil é o principal produtor mundial de café, e Minas Gerais desempenha um papel significativo, contribuindo com metade da produção nacional. São Sebastião do Paraíso, em particular, se destacava como um importante polo do agronegócio de café, conhecido como o “Ouro Verde” do Brasil.
Dada a relevância econômica e social do café para o desenvolvimento de Paraíso, a comissão decidiu batizar o novo clube de “Ouro Verde.” Essa escolha foi feita durante um encontro no antigo Restaurante Capri, que hoje não existe mais e funcionava no terceiro pavimento do prédio onde hoje se encontra o Magazine Luiza, na Praça da Matriz.
Vale mencionar que havia pelo menos seis sugestões em disputa para nomear o clube, incluindo “Paraíso Clube” e “Diamante Negro.” No entanto, a conexão intrínseca do café com a história e a economia da região tornou “Ouro Verde” a escolha mais adequada e simbólica, destacando a importância do café como o verdadeiro tesouro da comunidade.
Luiz Montaldi, observado por Altino Araújo, entrega o cheque da primeira parcela do pagamento da área para o novo clube.
Pioneiros do Ouro Verde brindam a aquisição da área para a construção do clube.
Início oficial das obras de construção do clube.
Inauguração oficial do Ouro Verde com grande evento para a sociedade.
Academia do clube é transferida para o antigo salão de bocha.
Academia ganha espaço maior e mais moderno para atividades físicas.
Ampliação da academia com quatro novas salas para aulas e atividades.
Revitalização do parque aquático com tecnologia moderna e nova iluminação.
Início das obras do novo ginásio poliesportivo do clube.