A construção de um marco arquitetônico

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CONTRUÇÃO

Destaque na história da engenharia e arquitetura

Um momento de destaque na história da engenharia e arquitetura em São Sebastião do Paraíso foi a construção do complexo do Ouro Verde, que ganhou repercussão em todo o estado e consolidou o talento dos profissionais locais na concepção e construção de obras de alta qualidade e inovação.

O projeto do Ouro Verde, que se tornaria um marco arquitetônico na região, foi apresentado pelos arquitetos Rubens Rocha Gonçalves, conhecido como Rubinho; e Paulo de Tarso Gonçalves Alcântara. Ambos arquitetos da Módulo Construtora, contemporâneos na Universidade de Brasília (UnB), demonstraram que a arquitetura paraisense era capaz de ir além e influenciar. Em um concurso, onde três projetos foram submetidos na antiga sede da Câmara Municipal, o projeto deles saiu vencedor. Rubinho e Paulo de Tarso deixaram uma marca indelével
na arquitetura com o design modernista do clube.

Seus traços leves, o concreto aparente e a estética arrojada foram um verdadeiro divisor de águas na época da construção e impressionam até hoje por sua beleza atemporal. O conceito do projeto era criar uma estrutura que parecesse “pousada” no local, mesmo com o imponente prédio de concreto aparente e vidro.

O cálculo estrutural ficou a cargo dos engenheiros calculistas Charles Rodrigues Grilo e Anibal Marinzeck Borges, o Bibinha. O projeto ousado e inovador teve seus desafios na fase de construção, que foi executada pela Construtora Dutra, liderada pelo engenheiro José Carlos Dutra, tendo como mestre de obras Pedro M. Barbosa.

A construção do Ouro Verde começou em 1981, e inicialmente enfrentou desafios financeiros. A obra progrediu à medida que mais recursos foram disponíveis, levando quase cinco anos para ser concluída. O projeto foi considerado um dos mais arrojados e modernos para a época. O engenheiro Charles Rodrigues Grilo ressaltou que o projeto enfrentou desafios significativos de execução devido à sua delicada arquitetura e o concreto, que não tem a mesma qualidade da atualidade.

Rosane Gonçalves Rocha Rangel, designer de interiores, e o arquiteto Emilson Paula Silva Abdu, o Dudu, assumiram a tarefa de finalizar a obra quando os acabamentos estavam em foco. “Com o apoio do diretor do clube, Luiz Montaldi, o projeto foi executado com fidelidade, abrangendo o acabamento interno e externo, incluindo o desenho do piso do salão de baile, a distribuição e o design dos móveis, o bar e uma inovadora iluminação com uma passarela no teto para acomodar as luminárias”, conta Rosane, pontuando que o projeto era muito arrojado para a época e permanece atual.

Em resumo, o Ouro Verde foi um projeto que reuniu uma equipe de profissionais paraisenses talentosos, desde a arquitetura à parte estrutural e execução da obra, demonstrando que, para a década de 80, era extremamente moderno e continua sendo uma referência arquitetônica na região até os dias de hoje.

Inauguração

O glamour da histórica inauguração

É difícil acreditar, mas já se passaram 40 anos desde a inauguração oficial do Ouro Verde Tênis Clube em 1985, e 45 anos desde sua fundação, ocorrida em 21 de agosto de 1980.

A festa de inauguração, realizada na noite de 5 de outubro de 1985, foi o evento do ano e ficou marcada na história. Ela reuniu a sociedade paraisense e convidados, preenchendo completamente o salão nobre. Foi um dos momentos mais marcantes da história do Ouro Verde. Naquela noite festiva, os associados foram recebidos com pompa e circunstância, dando início a uma nova era para o Ouro Verde.

O salão social, um projeto arquitetônico inovador na época – e que ainda hoje se mantém atual, brilhou como o centro das atenções. Os convidados ficaram maravilhados com sua modernidade e elegância, provando que o Ouro Verde sempre se manteve à frente de seu tempo.

A noite de gala foi um evento inesquecível, repleto de discursos emocionantes e homenagens a todos que contribuíram para tornar o Ouro Verde uma realidade. Mas o destaque absoluto foi a apresentação da renomada Orquestra Tabajara, sob a regência do maestro Severino Araújo, que brindou os presentes com um espetáculo musical de tirar o fôlego.

Casais foram se formando e a pista de dança gradualmente se encheu. A música lembrava as grandes bandas americanas e envolveu todos os presentes. Relatos da época destacam que o repertório incluiu tanto os clássicos do jazz e da canção norte-americana como temas da música brasileira.

A festa continuou em grande estilo com a performance da talentosa Simone, uma das cantoras mais renomadas dos anos 80, no auge do sucesso com sua voz deslumbrante, poderosa e carismática, que encantou a todos os presentes. A energia contagiante da noite se tornou um marco na memória de nossos associados e solidificou o Ouro Verde como um local de eventos excepcionais.

A partir desse momento, o clube deixou claro que estava destinado a ser uma referência para grandes eventos na cidade e na região. O Ouro Verde Tênis Clube se estabeleceu como um local de entretenimento e celebração que perdura até os dias atuais.

ESPORTE E LAZER

Revitalização moderniza complexo aquático

Aos 45 anos, o Ouro Verde Tênis Clube escolheu comemorar sua história olhando para frente — e o resultado é um parque aquático totalmente revitalizado, moderno e preparado para mais décadas de esportes, lazer e convivência. A obra, conduzida pela Metrus Engenharia sob a liderança dos engenheiros Álvaro Abrão Filho e Cassius Malaguti, devolveu brilho e eficiência às tradicionais piscinas semiolímpica e recreativa, espaços que acompanharam gerações de atletas e famílias.

Foram intervenções profundas, planejadas com precisão técnica. A estrutura original, ainda em excelente estado, recebeu impermeabilização completa com regularização, proteção mecânica da manta e robustos testes de estanqueidade. O tratamento da água ganhou um salto tecnológico: agora, dosadores eletrônicos de cloro — a base de sal — garantem qualidade superior, enquanto múltiplos filtros trabalham de forma simultânea no tratamento de todas as piscinas. Resultado? Manutenção mais rápida, eficiente e uma água cristalina, segura e estável.

Na piscina recreativa, o olhar cuidadoso do arquiteto Darcio Mambrini trouxe diferenciais que combinam estética e identidade. O logotipo do clube aplicado no fundo da piscina reforça o orgulho de pertencer ao Ouro Verde, enquanto a nova iluminação em LED transforma as noites do clube em um espetáculo à parte — um cenário que valoriza o ambiente e renova a experiência dos associados.

GINÁSIO POLIESPORTIVO

Ouro Verde celebra 45 anos com obra histórica aos associados

É difícil acreditar, mas já se passaram 40 anos desde a inauguração oficial do Ouro Verde Tênis Clube em 1985, e 45 anos desde sua fundação, ocorrida em 21 de agosto de 1980.

A festa de inauguração, realizada na noite de 5 de outubro de 1985, foi o evento do ano e ficou marcada na história. Ela reuniu a sociedade paraisense e convidados, preenchendo completamente o salão nobre. Foi um dos momentos mais marcantes da história do Ouro Verde. Naquela noite festiva, os associados foram recebidos com pompa e circunstância, dando início a uma nova era para o Ouro Verde.

O salão social, um projeto arquitetônico inovador na época – e que ainda hoje se mantém atual, brilhou como o centro das atenções. Os convidados ficaram maravilhados com sua modernidade e elegância, provando que o Ouro Verde sempre se manteve à frente de seu tempo.

O novo equipamento está sendo erguido em uma área estratégica de 21.306 m², adquirida pelo clube especialmente para sua expansão. A iniciativa é fruto do trabalho visionário e parceiro entre Diretoria e Conselho Diretor, sustentada por uma gestão eficiente e transparente, que já assegurou recursos necessários para a obra.

Assim como há quatro décadas, quando o Ouro Verde levantou sua estrutura inicial, o talento da engenharia e da arquitetura paraisense volta a se destacar. O projeto arquitetônico leva a assinatura de Carlos Y. Nakayama e Rubia Michelato Medeiros, enquanto o cálculo estrutural ficou a cargo da Grilo Engenharia,com os engenheiros Bruno Barreto e Fernando Barreto. O sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário foi desenvolvido pela R3E, assinado pelos engenheiros Fabiana S. Gonçalves e Rafael Grillo Duarte.

A execução da obra está sob responsabilidade da Metrus Engenharia, conduzida pelos engenheiros Álvaro Abrão Filho e Cassius Malaguti, que agora lideram a construção daquele que será um novo marco para o esporte local.

Moderno, inclusivo e preparado para o futuro, o Ginásio Poliesportivo reafirma a vocação do Ouro Verde Tênis Clube de ir além para bem servir seu associado.